Como já foi noticiado por este site, a parte da frente do hospital São Lucas, em Cerejeiras, foi interditada pelo Corpo de Bombeiros do município no final do ano passado. A interdição ocorreu depois de uma denúncia anônima, devido a rachaduras nas duas colunas que sustentavam a construção.


O diretor do hospital, João Dantas, que assumiu o órgão no dia 1º de janeiro deste ano, afirmou ao FOLHA DO SUL ON LINE numa entrevista em fevereiro que a interdição não tinha sido feita por um engenheiro profissional, mas pelos homens do Corpo de Bombeiros de Cerejeiras. “Não foi feito um laudo sobre isso. Eles apenas interditaram por causa de umas rachaduras que apareceram em cima das colunas da entrada do hospital”, disse o gestor há dois meses.


Depois da interdição, os pastores evangélicos de Cerejeiras, que estão ajudando a gerir a unidade, engajaram-se numa campanha para reformar a frente do hospital. Com doações de empresários locais e até mesmo de igrejas, os líderes religiosos conseguiram concluir a obra na semana passada e entrada da unidade já está liberada.


O pastor Gilson Farias, que lidera a ordem dos pastores no município, afirmou que a reforma do local não foi uma tarefa fácil. “Tivemos um trabalhão com essa estrutura, que estava mais danificada por dentro do que a gente imaginava. Mas conseguimos”, disse o líder religioso ao site.


Apesar de estar liberada, a frente do hospital não foi pintada ainda. Mas o que deixa a obra recém-reparada com um aspecto menos agradável é uma faixa dos grevistas municipais amarradas nas pilastras do órgão.


Entretanto, apesar da faixa, o atendimento de pacientes no hospital está acontecendo normalmente, uma vez que uma parte dos servidores do setor permanece no batente.