“Eu não sei mais o que fazer. Não sei a quem recorrer. Estou de mãos e pés atados”
 
Um vilhenense de 21 anos procurou a redação do FOLHA DO SUL ONLINE para contar a sua história de espera por um atendimento médico especializado. Luan dos Reis Silveira, morador da Linha Carevel, na zona rural de Vilhena, espera há um ano por uma consulta/retorno com um oftalmologista no Hospital Osvaldo Cruz, em Porto Velho. “Eu já estou há um ano esperando uma consulta e uma cirurgia urgente. Já perdi uma vista e já estou perdendo a outra”, explicou.

Segundo o jovem, seu problema começou há cerca de 4 anos quando, após uma queda, ele sofreu um descolamento da retina. Depois, passou por uma cirurgia para a implantação de uma prótese de silicone. O problema se agravou recentemente, porque a prótese se rompeu,  vazando o óleo. “Eu preciso fazer uma cirurgia urgente para a remoção desse líquido, meu olho está inchando e doendo”. 

Luan contou que a Central de Regulação de Vilhena já levou para Porto Velho todos os documentos exigidos e que nada mais pode ser feito a não ser esperar. “Eu não sei mais o que fazer. Não sei a quem recorrer. Estou de mãos e pés atados”, desabafou Luan revelando que já procurou o Ministério Público e foi orientado a buscar ajuda na Defensoria.

Luan enviou via aplicativo de mensagem, imagens dos laudos feitos no início do ano passado.