Plantadores de soja e milho do Cone Sul de Rondônia reclamam do custo do calcário, mineral usado na fertilização do solo para a plantação das sementes. O uso do calcário é necessário para corrigir a acidez da terra e sua aplicação deve ser feita com a assistência de um agrônomo.
A tonelada de calcário, hoje, sai por R$ 34. Mas os plantadores precisam comprar o mineral de uma usina que fica entre Cáceres e Cuiabá, no Mato Grosso. O frete fica por R$ 100 a tonelada, elevando o custo do produto para R$ 134 por tonelada. Em média, é necessário reaplicar o calcário num intervalo de três a seis anos, dependendo da terra. A proporção por hectare depende de uma análise feita por profissionais de agronomia.
A reclamação dos agricultares da região não diz respeito ao preço do calcário em si, mas quanto ao custo para adquiri-lo. “O calcário é barato demais, o caro é o frete”, diz Oséas Dantas, gerente de plantação de uma das maiores fazendas com área de soja na região de Cerejeiras.
No município de Espigão do Oeste, região central de Rondônia, existe uma usina de calcário. Mas os produtores do Cone Sul afirmam que o mineral rondoniense não é tão eficaz quanto o do Estado vizinho. “O calcário precisa ser dolomítico e calcítico”, afirma Oséas Dantas. “O de Espigão não é. O de lá tem a cor rosada e o bom mesmo é o branco”, afirma o plantador, embora advirta que a cor não é o critério mais eficiente para identificar um bom mineral.
A foto que ilustra esta matéria é do calcário branco, considerado o bom. Nesta porção do mineral, que será usada numa plantação perto de Cerejeiras, há cerca de 10 toneladas, ou seja, um custo de R$ 1.340.