Exames de DNA e exumações para inquéritos policiais ficam prejudicados
O FOLHA DO SUL ON LINE entrevistou, na manhã desta terça-feira, 22, o empresário Ademilson de Gouvêa Silva, o “Nino da Funerária”, que confirmou: mortos já estão sendo sepultado uns sobre outros em Vilhena. O site havia publicado, em primeira mão, a decisão do prefeito Eduardo Japonês (PV), de autorizar este tipo de enterro por causa da falta de vagas no cemitério Cristo Rei. Confira aqui.
Nino revelou que, em outubro do ano passado, ele alertou que havia espaço para apenas mais 368 covas no campo santo. No início de 2019, toda a área já estava ocupada.
Segundo denunciou o agente funerário, a situação é mais grave porque os coveiros não estão obedecendo a profundidade de 1 metro e 75 centímetros prevista no decreto municipal.
Os novos enterros estão sendo feitos, segundo o denunciante, de forma ilegal e indigna. “Os mortos estão ficando a apenas 55 centímetros de profundidade um do outro”.
Nino também conta que, por causa disso, futuros exames de DNA que vieram a ser solicitados ou exumações para investigações policiais deixarão de ser feitos, uma vez que não existe identificação dos mortos “sub-enterrados”.
“Discordo totalmente do decreto do prefeito. Se era para fazer errado, então nem precisava de lei”, afineta Nino, que estuda a implantação de um cemitério particular para atender Vilhena e outras cidades do Cone Sul.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 22 de Janeiro de 2019, às 12:46