Uma matéria veiculada esta semana pelo FOLHA DO SUL ON LINE está rendendo dores de cabeça a um fazendeiro de Chupinguaia. Com base em informações oficiais, o site publicou que uma área pertencente ao sojicultor Vanderlei Franco havia sido embargada pela Sedam e uma multa de cerca de R$ 2 milhões, lavrada em seu nome. O órgão apreendeu tratores na área e anunciou que os equipamentos, que já haviam derrubado 400 hectares de mata nativa, poderiam ser leiloados para pagar a multa.
Mas, segundo o advogado Sandro Salonski, que defende o fazendeiro, o auto de infração por infração ambiental foi lavrado em nome do filho de Vanderlei, Herbert Franco. O rapaz havia recebido a propriedade e estava preparando a terra a criação de gado. Sandro também espera anular na justiça a multa emitida, alegando que a área já estava aberta há muitos anos. “Ele estava apenas limpando o pasto”, alega Salonski.
O advogado procurou o site após a repercussão do caso em todo o Estado temendo que seu cliente possa sofrer prejuízos financeiros junto a multinacionais a quem vende a soja que produz em outra área. As empresas do ramo têm evitado adquirir grãos de propriedades acusadas de cultivar safras em áreas de preservação. “Mas esse não é o caso do Vanderlei”, garante o advogado.