Como foi noticiado pelo site FOLHA DO SUL ON LINE, a mulher acusada de matar e enterrar nos fundos de casa o filho recém-nascido em Cerejeiras foi condenada, na semana passada, a pena de mais de 10 anos de prisão pelo crime. A jovem Gerliane Bezerra da Silva, de 21 anos, foi considerada culpada pelo júri popular e sentenciada por matar o filho depois dias depois de nascido.
No tribunal do júri, a acusada acabou revelando muitas versões que não constam em nenhum testemunho anterior dela. Ou seja, Gerliane confessou no julgamento detalhes que não havia contado nem ao delegado, nem à promotoria, nem à sua própria advogada de defesa.
Vale dizer aqui que as versões apresentadas pela acusada foram consideradas distorcidas e incoerentes pelo tribunal. Mas não deixou de ser uma nova versão.
Dentre as novas afirmações de Gerliane há uma que pode abrir uma nova linha de investigação sobre o caso. A ré, em determinado momento do julgamento, afirmou para o promotor de justiça Jônatas Albuquerque que o pai da criança, um jovem que, segundo ela, mora em Vilhena, é corresponsável pelo assassinato da criança. Pelo menos de forma indireta.
“Ele [ o pai da criança] queria que eu abortasse e queria me forçar a isso”, disse Gerliane no momento do interrogatório da promotoria.
A acusada deu também o nome do suposto pai da criança. É um nome e sobrenome muito comum, por isso a reportagem deste site decidiu não revelá-lo – uma vez que poderia levantar suspeitas em cima de pessoas inocentes que são xarás deste suposto acusado.
Mas é um nome comum. Por isso, a promotoria acha que a mulher poder estar mentindo sobre este aspecto, pelo que a reportagem pôde entender na hora.
Mas, mesmo assim, a nova revelação de Gerliane pode abrir uma nova linha de investigação. Desta vez, o investigado seria este suposto pai do bebê.
Uma advogada, que acompanhava o julgamento e foi auxiliar da reportagem para interpretar termos e versões jurídicas, explica. “No Brasil, o aborto ainda é crime. Com certeza esta confissão levanta outra linha de investigação”.
A especialista em direito afirmou também que, provavelmente, a promotoria vai devolver este aspecto da investigação ao delegado de polícia, para que este apure a nova confissão.