Mas ação por danos morais contra a acusada segue tramitando
No ano passado, manifestantes usando narizes de palhaço e batendo panelas fizeram um protesto na Câmara de Vereadores de Cerejeiras. A mobilização era contra o valor do IPTU, que muitos moradores da cidade consideravam abusivo.
No dia da manifestação, um incidente transformou o que seria um simples protesto em caso de polícia: a esposa de um vereador agrediu uma servidora pública, que registrou queixa e entrou com ação na justiça cobrando indenização por danos morais (ENTENDA O CASO).
O FOLHA DO SUL ON LINE entrevistou nesta terça-feira, 28, a vítima do ataque, e ela disse que, além dos R$ 12 mil a título de reparação, quer que a agressora pague pelos óculos que ficaram destruídos durante o ataque.
“Eu nem conhecida a mulher do tal vereador, mas ela veio e meu deu um tapa no rosto. Apresentei laudo para comprovar e espero que seja feita justiça”, disse a entrevistada de 53 anos, que também acusa a esposa do parlamentar de difamação.
UM SALÁRIO MÍNIMO
A reportagem teve acesso à decisão judicial que homologou a proposta do Ministério Público de Cerejeiras, responsável por denunciar a agressora na época. Incialmente, foi pedido que ela pagasse dois salários mínimos para encerrar o processo na área criminal. Esse tipo de acordo é conhecido como “transação penal”.
A acusada, que chegou a ocupar cargo na prefeitura de Cerejeiras, mesmo o marido exercendo mandato, não está mais na função. Ela fez uma contraproposta para pagar um salário mínimo parcelado em 10 vezes está quitando o valor desde o início do ano.
“A pena não importará em caso de reincidência, sendo apenas registrada para impedir novamente o mesmo benefício no prazo de 5 anos”, escreveu a magistrada ao homologar o acordo.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 28 de Maio de 2024, às 17:53