Ocupando a cobiçada cadeira de senador da República desde o dia 5 de novembro de 2009, a mesma cadeira que até então tinha como titular seu arqui-inimigo Expedito Júnior (PSDB), o senador Acir Gurgacz (PDT) não apresentou um único projeto nesses mais de três meses no cargo. É o que revela o próprio Senado no sistema de busca via internet onde aparecem os seguintes dados relativos a Gurgacz: Projetos e matérias legislativas - “Proposições de minha autoria” - Nenhuma ocorrência encontrada.
O senador Acir Gurgacz também é “discreto”, apagado mesmo, nas atividades no plenário. Em três meses como senador, fez apenas três discursos da tribuna, sem contar o pronunciamento durante sua posse.Isso mesmo: um discurso por mês, sendo um em novembro, mais precisamente no dia 19, quando falou sobre o apagão; um no dia 18 de dezembro, quando agradeceu ao Governo Federal por obras realizadas em Rondônia, e um na semana passada, quando falou sobre o avanço da dengue no Estado.
Quem pesquisar sobre as atividades legislativas do senador Acir Gurgacz nesse período imaginará que ele também foi econômico nos gastos com o dinheiro público, mas estará errado.
Econômico nas palavras e no trabalho, Acir foi um bom gastador...do dinheiro alheio.
Ele cobrou do Senado, a título ressarcimento de verba indenizatória, R$ 17.620.00, gastos, segundo ele, com aluguéis de imóveis para escritórios políticos e divulgação “das atividades parlamentares”.
ACIR X EXPEDITO O senador Acir Gurgacz é pré-candidato ao Governo de Rondônia pelo PDT. Enfrentará nas urnas seu inimigo (político e pessoal) Expedito Júnior, do PSDB, que também pretende disputar a cadeira hoje ocupada pelo governador Ivo Cassol (PP).
Cassado por compra de votos nas eleições de 2006, Expedito Júnior, mesmo longe do Senado desde novembro de 2009, bate feio no adversário em termos de atividades no parlamento.
Cinco projetos de lei de autoria do ex-senador Expedito Júnior estão na pauta de votações das comissões permanentes do Senado Federal. Nesta terça, a Comissão de Assuntos Econômicos analisará o PLS 377/2009, que estabelece a necessidade de notificação ao contribuinte caso seja detectada pelo fisco qualquer inconsistência na declaração de imposto de renda. Essa notificação deverá ocorrer antes da inclusão na chamada \"malha fina\". Relatório do senador Pedro Simon (PMDB/RS) é favorável à aprovação.
Na Comissão de Meio Ambiente, os senadores analisarão o PLS 167/2007, que institui o Programa Nacional de Apoio à Cultura (PRONAC), para tornar obrigatória a previsão da emissão de carbono e o respectivo cálculo de sua neutralização nos projetos culturais beneficiados pelo Poder Público. Também será votado o PLS 217/2007, que impõe aos fornecedores de água mineral em embalagens de vinte litros a obrigação de disponibilizarem também embalagens de dez litros.
Na quarta-feira, na Comissão de Assuntos Sociais, será apreciado o PLS 364/2008, para permitir a dedução de despesa com prótese auditiva da base de cálculo do imposto de renda da pessoa física, desde que a deficiência auditiva tenha ocorrido por doença profissional ou acidente do trabalho.
Também será analisado o PLS 369/2008, que veda a realização de concurso público exclusivo para a formação de cadastro de reserva.