Não é raro encontrar terrenos baldios tomados pelo mato e, muitas vezes, até por lixo e entulhos na cidade de Vilhena. Em um município que cresce rapidamente no ramo imobiliário, percebe-se que nem todos os investidores deste setor costumam construir no local onde compram. Deixando, desta forma, vários espaços vazios em meio a comércios e residências.

Segundo levantamento da Semfaz (Secretaria Municipal de Fazenda), feito até o final de novembro passado, existem 27.480 imóveis cadastrados na cidade. Sendo que, deste número, 19.280 são terrenos com construção e os 8.200 restantes são lotes vagos. Para o secretário municipal de Fazenda, Sérgio Massaroni, não compensa comprar um terreno para deixá-lo sem construção de imóvel.”A alíquota, percentual com que o tributo incide sobre a coisa tributada, do IPTU (imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana) para lotes vagos é maior do que a aplicada em lotes que tenham construção”, disse.

A partir deste ano, o IPTU de terrenos baldios será progressivo. Se o proprietário não cumprir com a função social, que é construir em sua propriedade vazia, além de pagar alíquota maior terá um acréscimo progressivo de 2% ao ano. Este cálculo se dará com base na avaliação do valor do imóvel e na alíquota interna do município. Em anos anteriores era cobrada somente taxa com base no valor e no tipo do imóvel.

Para o corretor de imóveis Raimisson Areval, a maioria dos investidores do ramo imobiliário compra terrenos esperando valorização com o tempo. Por isso, acabam deixando a área vazia por certo período, até decidirem construir, ou vender para outra pessoa. Porém, ele ressalta que esse é um quadro que está mudando. “Atualmente as financiadoras facilitam os créditos para construção. Portanto, a tendência é que daqui para frente os clientes comprem com a intenção de construir a curto prazo”, disse.

Raimisson é vendedor autorizado de um dos maiores loteamentos da cidade. Ele conta que, com quase todas as unidades vendidas, pode-se chegar à conclusão que 60% do loteamento ficará vazio por agora. Somente 40% dos clientes compraram para construir imediatamente. “É um bom negócio tanto para quem vai construir quanto para quem vai investir. Pois está comprovado que em Vilhena os imóveis são valorizados muito rapidamente, tanto os construídos, como os terrenos que ficam ociosos. Hoje, fora os loteamentos, tenho um índice de vendas maior de casas do que de terrenos avulsos. Isso se dá pela facilidade de financiamento”, encerra o corretor.