Por outro lado, o índice melhora em Vilhena de forma mais acelerada que no Estado e no país
 
Atualmente, 13% dos nascimentos registrados em Vilhena são de mães com idade entre 12 e 19 anos. Estatisticamente, isso significa que 1 em cada 8 bebês nascidos na cidade possui uma mãe adolescente ou recém-saída da escola. O índice local (12,95%) supera a média nacional, que fechou o ano de 2022 em 10,98%.
 
O município alcançou uma marca expressiva na redução da gravidez na adolescência na última década, mas os números absolutos ainda mantêm a cidade acima da média nacional, exigindo atenção das políticas públicas de saúde e educação. Os dados foram levantados pela FOLHA junto ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e revelam um retrato misto sobre a natalidade em Vilhena.
 
Apesar do índice ainda ser alto em comparação à média brasileira, a análise histórica aponta para um progresso significativo. Em 2010, a situação era muito mais crítica: 21% dos nascimentos na cidade eram de mães adolescentes ou recém-saídas do Ensino Médio (de 12 a 19 anos).
 
Ao comparar os dados de 2010 com 2022, Vilhena protagonizou uma redução drástica de 38% neste indicador. Este desempenho foi superior à média de redução observada em todo o estado de Rondônia (-30%) e até mesmo superior à melhora registrada no Brasil (-33%).
 
Isso indica que, embora o problema persista, as ações de conscientização e planejamento familiar no município têm surtido efeito mais importante do que na maior parte do país.
 
CENÁRIO REGIONAL - Quando analisado o contexto estadual, Vilhena apresenta um cenário melhor do que a média de Rondônia e de sua capital, mas ainda perde para outros municípios do interior.
 
A média estadual de nascimentos de mães adolescentes é de 13,75%, colocando Vilhena (12,95%) ligeiramente abaixo (melhor) do índice de Rondônia. A situação vilhenense também é consideravelmente mais controlada do que em Porto Velho, que amarga o pior índice entre as cidades comparadas, com 16,15% (veja quadro comparativo em anexo).
 
No entanto, Vilhena ainda está atrás de municípios como Ariquemes (9,55%), Ji-Paraná (8,86%) e, principalmente, Cacoal, que se destaca positivamente com apenas 4,56% dos nascimentos provenientes de mães adolescentes ou com até 19 anos — um índice três vezes menor que o vilhenense.
 
ADOLESCENTES - Considerando apenas as idades de 12 a 17 anos, a adolescência, Vilhena registrou em 2010 um total de 11,3% de nascimentos com mães nesta faixa etária, enquanto em 2022 o indicador recuou para 3,2%, uma queda de 71%. Rondônia, no mesmo período, reduziu o indicador em 31,2%, reduzindo a porcentagem de mães adolescentes de 9,2% para 6,6%, enquanto o Brasil diminuiu 27,4%, abaixando o número negativo de mães adolescentes de 7,6% para 5,1%.
 
Um dado positivo para Vilhena é a redução drástica na faixa de extrema vulnerabilidade (12 a 14 anos), que registrou índice zero na amostragem mais recente, ao contrário de 2010.