Na Europa, 4,2 milhões eleitores vão decidir nesta quinta-feira (18) o futuro da Escócia. Se continua ou não fazendo parte do Reino Unido.
“Está indeciso? Vote não”. Essas foram as últimas palavras da campanha contra a independência. Enquanto isso, os nacionalistas - que querem se separar do Reino Unido - encerraram a campanha do sim com um grande comício.
“O poder de mudar o futuro está em nossas mãos”, disse o líder Alex Salmond, que se tornaria primeiro-ministro de uma Escócia independente.
As duas campanhas dividiram a população. Há dois anos, quando o plebiscito foi acertado, as pesquisas apontavam para uma vitória fácil do não. Na última semana, o sim levou pequena vantagem. Agora, está tudo embolado, com empate técnico e muitas dúvidas.
Entre eles, qual moeda seria adotada, como ficariam o controle das fronteiras no caso da vitória do sim. Falta esclarecer também quais seriam os novos poderes que o governo britânico prometeu ao parlamento escocês se a união dos últimos três séculos for mantida.
O primeiro-ministro britânico afirmou nesta quarta-feira (17) que não vai renunciar se a Escócia sair do Reino Unido. “Meu nome não está na cédula. Porque não é o governo atual que está em jogo”, disse David Cameron. Ele lembrou ainda que uma Escócia independente não é uma mera separação e, sim, um divórcio para sempre.