“Vim aqui pra trabalhar, não me meto em confusão”, diz Moisés
 
Um dos frentistas mais alegres e conhecidos de Vilhena, acostumados aos dias quentes da Amazônia, hoje está enfrentando temperaturas negativas nos Estados Unidos, para onde migrou 2 anos e três meses atrás, entrando no país através do México.
 
Leitor do FOLHA DO SUL ON LINE, Moisés Teixeira Oliveira vive atualmente em Massachusetts, Estado que enfrenta uma severa nevasca que começou no último domingo. De acordo com o entrevistado, os termômetros hoje marcaram 18 graus abaixo de zero, com sensação térmica menos 25 (ASSISTA PRIMEIRO VÍDEO).
 

 
“No início é sofrido, mas o corpo vai se adaptando”, diz Moisés, cuja jornada de trabalho é de 12 a 14 horas por dia, como entregador. Ele garante que consegue faturar mais de 1.500 dólares por semana no delivery.
 
Sobre as ações do governo Trump contra imigrantes ilegais, o vilhenense explica que, ao contrário do Estado de Minnesota, onde estão acontecendo protestos e mortes, em Massachusetts a situação é mais tranquila.
 
“Eles estão pegando aqui também, mas é bem menos. Não vão nas casas procurando os indocumentados, geralmente eles são flagrados nas ruas”, argumenta o entrevistado, dizendo que é habilitado, não tem antecedentes criminais e cumpre as leis americanas. “Vim aqui pra trabalhar, não me meto em confusão”.
 
Para evitar a deportação, o ex-frentista paga 400 dólares mensalmente a um advogado que acompanha seu caso na justiça, já que ele entrou ilegalmente na “América” e está sujeito à ação da ICE, a poderosa agência que é o terror dos imigrantes, aos quais vem expulsando aos milhares.
 
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