Duas irmãs do operador de máquinas Gilmar Taschner, de 39 anos, que está desaparecido desde o dia 26 de maio, foram mobilizadas pela polícia do Mato Grosso na última sexta-feira, 22, para fazer o reconhecimento de um cadáver encontrado a 3 km da cidade de Campos de Júlio, no Estado vizinho.
As duas mulheres, que são feirantes e residem em Vilhena, já haviam noticiado o desaparecimento do irmão em várias cidades da região.  De acordo com Adriana Taschner, o tratorista sumiu após fugir do hospital Renato Sucupira, em Sapezal (MT), onde foi internado após apresentar quadro de confusão mental.
Segundo as família, Gilmar bebia muito, mas nos últimos dias havia deixado o vício, porém, a falta de bebida o levava a sofrer alucinações. Ao ser internado para tratar da dependência, ele fugiu da unidade de saúde, mas foi encontrado. No mesmo dia, saiu novamente do hospital e não foi mais encontrado.
A fazenda onde Taschner trabalhava há seis anos fica a cerca de 30 quilômetros de Comodoro (MT). Seu desaparecimento só foi comunicado aos parentes, em Vilhena, quatro dias após o ocorrido. Desde então, os familiares do operador percorrem a região na tentativa de achá-lo. O temor é que Gilmar, em virtude de seu quadro clínico, possa estar vivendo como andarilho.
Ao observar o cadáver encontrado na semana passada, as irmãs do desaparecido negaram que aquele fosse Gilmar. “Ele não tinha os dentes superiores, usava dentadura. O que encontraram tinham a dentição nesta parte”, explicou Adriana, em entrevista ao FOLHA DO SUL ON LINE, acrescentando que o corpo também estava “puro osso”, mas ainda conservava uma vasta cabeleireira, ao contrário de Gilmar, que era quase calvo.
Apesar do não reconhecimento, as irmãs Taschner foram obrigadas a colher material para a realização de exames de DNA na cidade de Pontes e Lacerda, já que o enfermeiro que atendera o tratorista dizia que o cadáver era dele. O resultado deve sair em seis meses.
Até lá, os parentes de Gilmar vão continuar tentando encontra-lo. A família Taschner, oriunda de Ibirama (SC) está radicada em Vilhena desde 1980. O operador, que atuou em madeireiras na cidade, estava morando em Comodoro há seis anos. Quem souber de seu paradeiro deve entrar em contato pelo telefone (69) 9301-4410 ou (65) 9679-4982.