O empresário Volnei Rauh, cujo provedor de internet foi um dos três fechados pela Polícia Federal e a Anatel em Vilhena, duas semanas atrás, resolveu se mudar do país. Hoje, o vilhenense está em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, onde pretende fixar residência e continuar atuando na área de informática.
Do país vizinho, Volnei conversou com o FOLHA DO SUL ON LINE via Facebook e relatou o que teria sido “truculência” dos agentes da PF e da Anatel. “simplesmente entraram na loja e, na porta do meu quarto,e disseram que iam lacrar o provedor e levar os equipamentos, sem ao menos perguntar se tinha ou não licença, sem comunicar, sem dar prazo...”, revela.
O empresário diz que foi intimado a comparecer na Delegacia da Polícia Federal para assinar os termos de apreensão. “Chegando lá, a primeira coisa que me disseram foi que eu estava preso e que a fiança seria de R$ 1,500,00. A quantia deveria ser paga até antes de o delegado acabar de me ouvir, caso contrario eu seria levado para a penitenciaria”.
Mesmo disposto a se estabelecer na Bolívia, Rauh diz que virá ao Brasil para responder o processo referente à acusação de operar o sistema pirata. “Agora tenho o processo para responder, virei bandido, mas vou me defender. Além do mais, minha família ainda está aí em Vilhena”.
Sobre a acusação das autoridades, Volnei explica: “Só vou querer meus equipamentos de volta, pois todos eles homologados pela Anatel e, desta forma, não eram irregulares. Eu não tinha a licença da Anatel para trabalhar, mas não de possuir os equipamentos homologados. Ou seja, eles deveriam ter lacrado o provedor e não levado nada”.
Autor:
Da redação
Fonte:
FS
Publicado em 23 de Julho de 2013, às 10:25