Morreu, na madrugada de ontem, sábado 23, o pedreiro Cícero de Oliveira, de 38 anos, na numa propriedade rural no município de Cabixi, a cerca de 30 km da cidade. 

 

Segundo informações de parentes, Cícero levantou cedo por volta das 4 horas dizendo que iria pescar. Para não deixar o tio ir sozinho, um sobrinho de 17 anos o acompanhou. Ao subirem no barco, Cícero teria sofrido um mal súbito e caído nas águas do Rio Guaporé pouco depois das 4 horas.

 

Assustado, o garoto correu aos gritos a procura da casa pedindo ajuda. As pessoas que estavam na casa correram a margem do rio e gritaram por Cícero e o procuraram com lanternas, mas ele não foi mais visto. 

 

Segundo o adolescente, o rapaz não esboçou nenhuma reação ao cair na água, indício de que já estivesse morto no momento da queda. O dono do sítio, amigo da família de Cícero, disse que, no momento do resgate do corpo de Cícero, aparentemente, não apresentava nenhum trauma por pancada que indicasse que ele houvesse batido com a cabeça no barco antes da queda. 

 

Como a queda deu-se numa espécie de baía, portanto de correnteza fraca, o corpo de Cícero estava no mesmo ponto qe caiu e foi encontrado antes mesmo da chegada da equipe dos mergulhadores dos Bombeiros que se deslocou de Vilhena até a localidade. Mas, o resgate foi feito pelos mergulhadores.

 

O corpo foi trazido para Vilhena por uma funerária e chegou por volta das 18 horas. Começou então a luta da família pela liberação do corpo do pedreiro. Segundo parentes da vítima, o legista da Polícia Civil estava de folga. E os médicos do Hospital Regional teriam se recusado a realizar o procedimento. 

 

Ainda segundo parentes da vítima, um homem de nome ‘Melo’, que seria auxiliar dos médicos plantonistas, teria informado que na manhã do domingo, possivelmente, seria feita autópsia para liberação do corpo. 

 

A preocupação da família é com relação ao tempo, uma vez que a morte aconteceu na madrugada do sábado e a possível autópsia somente aconteceria após 24 horas da morte. 

 

Inconformados com o que um deles classificou como descaso, os parentes de Cícero registraram um Boletim de Ocorrência sobre o caso.

 

A autópsia do corpo de Cícero ficou mesmo para a manhã deste domingo, mais de 24 horas depois da morte, quando só então a família poderá realizar o velório e se despedir de Cícero. O sepultamento deve acontecer ainda hoje, no Cemitério Munipal Cristo Rei.