Casada desde 2008 com o executivo paquistanês Zohaib Saleem, com quem tem uma filha de 18 meses, a maquiadora vilhenense Everyn Palhares se converteu à religião do marido islâmico no mesmo ano. Passando uma temporada em Vilhena atualmente, a “neomuçulmana” faz questão de guardar o mês sagrado do Ramadã, que começou esta semana, no dia 10 de julho.
Durante 30 dias, os fieis que seguem os preceitos do Alcorão, livro sagrado escrito pelo profeta Maomé, não podem comer ou beber água do nascer ao pôr do sol. Sexo também, mesmo entre os casados, fica proibido durante o período de sacrifício.
Filha de uma fiel que congrega na religião Testemunhas de Jeová em Vilhena, Everyn, que também já foi colunista do jornal FOLHA DO SUL, diz que a parte mais difícil do jejum é ficar sem água. Ela revela, porém, que não chega a perder peso, pois junto com o esposo, que também se instalou em Vilhena e dá aulas de inglês numa escola de idiomas, come normalmente à noite.
Sempre questionada pelos amigos de outros credos sobre a razão da privação voluntária de coisas prazerosas, a vilhenense fez questão de enviar o seguinte texto ao site: 
Jejuar no Islam significa abster-se de alimentos e bebidas o dia todo até o pôr-do- sol, momento em que os minaretes das mesquitas levantam “Azan al Magreb”, que seria o chamado para a oração ao entardecer. Portanto, Ramadã é o mês da reflexão espiritual, rezas, humildade, boas ações, caridade, generosidade, auto-disciplina, auto-controle e auto-contenção. É o tempo para estabelecer uma maior aproximação com Deus e educar o corpo e a mente para vencer as vontades mundanas. Durante o Ramadan os muçulmanos perfumam e embelezam as mesquitas, fazem orações extras, entre elas o “Tarawih” em que o Alcorão é recitado na sua totalidade, como a melhor forma de comemorar a sua revelação que ocorreu exatamente neste mês.
Como um período de purificar a alma, buscar uma aproximação de Deus, além da prática do auto-sacrifício através da privação e da fome, o Ramadã é muito mais do que não comer e beber. O principal propósito é levar cada muçulmano a refletir sobre alguns valores como: solidariedade, consolação e generosidade; incentivá-los a praticar boas ações e demonstrar afeição para com os necessitados e pobres. É a melhor época para se revelar o espírito comunitário islâmico e praticar os princípios da igualdade social.