O professor da rede estadual de ensino, L.A.S., de 39 anos, passou momentos de tensão na tarde da última quinta-feira, 24, no Centro de Ressoscialização Cone Sul.

O professor entrou em contato com a redação do FOLHA DO SUL via telefone e contou que ele aplicava um provão para três detentos em uma das salas de aula da unidade prisional, quando os agentes penitenciários retiraram os detentos de algumas celas para que fosse realizadas revistas nos locais.

Enquanto a revista era feita, os presos ficaram no corredor, no qual estava a sala de aulas. Tudo corria bem até o momento em que os agentes localizaram nas celas um aparelho celular e um pedaço de ferro, chamado pelos presos de “xuxu”.

Neste instante, os detentos se revoltaram, ficaram agressivos e tentaram invadir a sala aonde a prova era aplicada.

Pela pequena abertura na porta, uma espécie de janela, os detentos revoltados ameaçavam o professor dizendo que iriam invadir, fazê-lo refém e matá-lo, se preciso fosse. As ameaças e a tensão duraram 45 minutos até que a situação fosse controlada. 

O professor, que registrou um Boletim de Ocorrência sobre o fato, disse que até disparos com munição anti-motim foram efetuados.

O Centro de Ressocialização Cone Sul foi inaugurado há um ano e é tido com um modelo para o restante do estado pela maneira como é administrado e pelos programas educacionais e de trabalho desenvolvidos na unidade prisional.