Na periferia, percentual aprovado pela Câmara foi aplicado
No final do ano passado, a prefeita Rosani Donadon (MDB) esmurrou a mesa e fez os vereadores de Vilhena aprovarem o Código Tributário Municipal elaborado por ela, alegando que não haveria aumento do IPTU em 2018, a não ser os 7,5% propostos pela nova legislação.
Este ano, no entanto, os carnês com a cobrança do tributo estão tratando de desmentir Rosani. Aqui na própria FOLHA, o reajuste foi de mais de 200%, mas neste caso o secretário de Fazenda, Sérgio Nakamura, deu a explicação: um prédio foi erguido no lugar do terreno vazio e, portanto, a tributação passou a incidir sobre a construção da sede do jornal.
Já nos bairros populares, o reajuste aplicado foi apenas o aprovado pela Câmara Municipal.
Em compensação, nas empresas, mesmo aquelas onde não houve construção ou reforma, o aumento mínimo constatado pela FOLHA foi de 14%, quase o dobro do previsto quando o próprio Nakamura defendeu a aprovação do Código, garantindo que o tributo não subiria.
Na maior loja de material de construção da cidade, a R & S, o IPTU disparou 30%. No prédio da antiga Vivenda, onde hoje funciona uma academia e várias lojas, a facada bateu em 26,80%. Na Associação Comercial, a elevação foi de cerca de 60%.
Entrevistado para a edição impressa da FOLHA DO SUL, o titular da Semfaz alegou que fez apenas “atualizações”, com base no código aprovado.
Já o vereador Ronildo Macedo (PV), que também abordou o tema a pedido do semanário, disse que esse tipo de aumento não estava previsto quando ele foi convencido a ajudar a aprovar a matéria na Câmara.