Quem olha para o aposentado Sebastião Gomes Santos não imagina que está diante de um dos poucos centenários de Rondônia. “Bem sacudido”, ele foi entrevistado pela FOLHA DO SUL ON LINE quando estava no Hospital Regional de Vilhena medindo a pressão, que por sinal, estava um pouco alterada, mas nada preocupante.
Sebastião mora em Cacoal, mas frequentemente visita familiares em Vilhena. É pernambucano da cidade de Bom Conselho de Papacaça, pai de 12 filhos (seis vivos) e ainda monta a cavalo “em pelo”. Orgulhoso da fertilidade familiar, o idoso disse que, só na semana passada, lhe nasceram três bisnetos.
Mas o que chama a atenção na história do velhinho é sua disposição para o amor: ele é casado com uma bela morena que é quase 60 anos mais nova. Bem humorado, garante que só não teve mais filhos com a atual companheira, com quem vive há cinco anos, “porque ela é operada”. Sobre seu apetite sexual, Gomes garante que não é vitaminado por Viagra ou qualquer outro estimulante. “Só como rapadura, meu filho”, diz, acrescentando que o cardápio à base da forte comida nordestina também ajuda no desempenho.
Sebastião traz na carteira de identidade (reproduzida na imagem secundária) como data de nascimento o dia 23 de julho de 1915. Teria, portanto, “apenas” 98 anos. Acontece que, naquela época, era comum no nordeste o registro das crianças com anos de atraso. Foi o que o personagem secular garante lhe aconteceu: “Meu pai só foi ao cartório quando eu já tinha dois anos”.
A família acha que, pela disposição do patriarca, Sebastião ainda tem gás para mais pelo menos três décadas de vida. Se cumprir a expectativa dos parentes, poderá requerer seu lugar no Livro dos Recordes.