Está acontecendo neste instante uma reunião na sede do Grupo Amaggi em Vilhena. O evento envolve proprietários de transportadoras, diretoria da Amaggi e lideranças políticas do Cone Sul. O objetivo do encontro é chegar a um acordo para por fim à paralisação dos caminhoneiros, deflagrada desde a semana passada.
Os empresários buscam, junto à exportadora e importadora de grãos, reajuste no valor do frete devido ao aumento no combustível, que tornou inviável manter os custos operacionais das transportadoras. A resistência da Amaggi contra a proposta dos transportadores consiste no baixo faturamento que o grupo diz arrecadar na Região, o equivalente 8% do total de suas operações.
A categoria, que atualmente opera com valor de R$ 117 por tonelada no percurso de Vilhena a Sapezal (MT) pede aumento para R$ 125 e, até Porto Velho, exige reajuste de R$ 92 para 103, com contrato de 12 meses. Até o momento, a Amaggi propôs pagar R$ 122 no trajeto de Vilhena a Sapezal e manter o valor atual do destino até a capital, com contrato de apenas dois meses.
Participam da reunião o prefeito Zé Rover (PP), o deputado estadual Luizinho Goebel (PV) e o secretário de Estado da Agricultura, Evandro Padovani.