Quem decidir desbravar Rondônia e optar por começar sua aventura por Vilhena, terá uma surpresa: ao longo de toda a BR-364, a cidade é a única não mapeada no GPS veicular.
Em inglês, a sigla significa “Global Positioning System”, sistema de posicionamento global. A tecnologia localiza qualquer ponto sobre a superfície da Terra e permite rastrear veículos e pessoas em praticamente todo o globo.
Em nossa região, cidades pequenas como Comodoro, Sapezal e até as distantes Sorriso, Sinop e Campos de Júlio, todas no Mato Grosso são integradas ao GPS.
Qualquer turista que entre no perímetro urbano de uma delas pode ligar seu aparelhinho e descobrir rapidamente onde ficam a prefeitura, a rodoviária, o aeroporto, os principais hospitais etc.
Em Vilhena, cidade-cartão de visitas da Amazônia, as ruas e avenidas estão invisíveis no sistema. Quem chega na cidade fica na dependência de perguntar para moradores e taxistas onde ficam a prefeitura, a rodoviária, o aeroporto etc.
O motivo é que não existem mapas digitalizados da cidade disponíveis para as empresas que oferecem o serviço de forma gratuita, como o Google Maps.
Saiba quais os atrasos que essa negligência pode trazer para a economia do município em matéria exclusiva do repórter especial Carlos Macana na edição impressa da FOLHA que circula neste sábado.