Conselho Tutelar e Polícia Ambiental acompanharam registro da ocorrência
 
Na manhã de ontem, enquanto registrava a ocorrência sobre o cadáver de um profissional de saúde encontrado dentro da quitinete em que morava no bairro Jardim Eldorado, em Vilhena, uma guarnição da Polícia Militar se deparou com uma situação inusitada (ENTENDA AQUI).
 
Num terreno ao lado do imóvel onde estava o corpo, os policiais perceberam uma estrutura completa para a realização de brigas de galo: um espaço circular com parede, com plataforma e arquibancadas para espectadores assistirem ou apostarem nos duelos entre as aves.
 
Pelo menos 14 galos de briga, da raça “Índio Moura” estavam sendo mantidos em condições de maus tratos, sem água e ração, com ferimentos e presos em gaiolas. A criação destes animais, que são de raça brasileira por excelência, para uso em “combates”, é considerada crime ambiental.
 
No local, uma adolescente disse aos policiais que os galos eram do pai dela; foram achadas na rinha, gaiolas para alojar os galos, mesa, tesouras, fitas crepes para o preparo e cuidado com as aves, e esporas.
 
A menina garantiu, porém, que não eram mais travados embates violentos entre os galos no quintal da residência. Também alegou que as aves estavam sem água potável ou ração porque “tinha acabado”.
 
Ao entrar na casa, os policiais encontraram outras duas meninas sozinhas, dormindo. Ao serem questionadas sobre seus pais, as menores disseram que eles haviam saído, o deixando-as desacompanhadas, o que poderia caracterizar abandono de incapaz.
 
O Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar o registro da Ocorrência, assim como a Polícia Ambiental, que destacou uma médica veterinária para avaliar a condição dos galos que haviam sido resgatados. No momento em que os animais eram colocados na viatura, a mãe das crianças apareceu e recebeu voz de prisão, sendo apresentada na Unisp.