Mudança na tributação do produto desagrada donos de postos em todo o Estado
 
Empresários do setor de postos de combustíveis do interior do Cone Sul estão se unindo nos esforços de tentar reverter uma medida prevista pelo Governo de Rondônia a partir do mês que vem.
 
Trata-se de uma mudança no sistema de recolhimento do ICMS sobre o valor do combustível. A proposta do governo é congelar a pauta (o preço vendido ao consumidor final pelos postos) da gasolina a R$ 5,40. Este valor já é tributado pelo Estado de Rondônia, cujo imposto representa R$ 1,42 do preço do litro. Mas, segundo a proposta do governo, o que passar do valor da pauta o posto terá que cobrar um imposto de 26%. Por exemplo, se um posto em Corumbiara cobrar R$ 5,70 pelo litro da gasolina, terá de recolher um imposto sobre estes R$ 0,30 que passou do preço estipulado pelo governo.
 
Os donos de postos de combustíveis no Estado inteiro, representados pelas entidades de classe, argumentam que esta medida prejudicará empresas do setor em Rondônia – especialmente os pequenos, que poderão não conseguir manter a atividade.
 
Na prática, nem em Porto Velho, onde os postos de combustíveis pagam menos frete (um dos principais custos do produto) cobram R$ 5,59 pelo litro da gasolina. Em Cerejeiras, o produto gira em torno de R$ 5,85.
 
Em todas as manifestações dos empresários do setor, eles afirmam a mesma coisa: “A gasolina vai ficar mais cara se a medida foi implantada”.
 
O empresário Sidnei Baldin, dono de um posto de combustível em Cerejeiras, explicou melhor num vídeo esta problemática.
 
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