Proposta seria lida na segunda-feira na Câmara, mas foi retirada de pauta
 
Seria lido na noite de segunda-feira, 04, na Câmara Municipal de Cerejeiras, um projeto polêmico, de autoria do vereador Reinaldo Martins Brum, o “Caburé”, do PV. A matéria mobilizou servidores da Saúde no município, que discordam da proposta do parlamentar.
 
Diante da repercussão, a matéria foi retirada da pauta, antes da leitura, mas deve ser colocada em votação, já que Caburé insiste na homenagem à companheira morta.
 
O vereador propõe que o Centro de Fisioterapia, ligado ao hospital São Lucas, inaugurado em 2016, mas ainda não oficialmente “batizado”, receba o nome de sua esposa, Maria Sheila Conti Colombo, 33, que faleceu em abril deste ano, após contrair o novo Coronavírus (LEMBRE AQUI).
 
Os servidores discordam da homenagem, alegando que Sheila era lotada na Defensoria Pública e, ao contrário do marido-vereador, ela não tinha ligações com a Saúde.
 
Os servidores contrários à homenagem, que vão tentar convencer os outros parlamentares a rejeitarem o projeto de Caburé, citam duas servidoras que atuaram no único hospital de Cerejeiras e que também morreram em decorrência da Covid-19.
 
Funcionária que trabalhava na limpeza da unidade, Mirani Leite, que lutava contra o câncer e contraiu o vírus justamente durante o tratamento em Porto Velho, foi uma das primeiras vítimas da doença na cidade. Ela tinha 46 anos e faleceu em maio do ano passado.
 
Outra profissional de saúde cujo nome os servidores também sugerem para batizar o Centro de Fisioterapia é a enfermeira Erezita Dias Figueiredo. Ela trabalhava na rede municipal dede 1986, tinha 66 anos e morreu em março deste ano, lutando contra a Covid-19. O marido dela, Valmir Figueiredo, 69, morreu enfrentando a mesma doença, um dia após o falecimento de Erezita (LEMBRE AQUI).
 
O site se coloca à disposição de Caburé, caso ele queira comentar a situação em Cerejeiras. A proposta foi adiada e deverá ser analisada em data ainda a ser definida.