Como já foi noticiado por este site, um vereador em Cerejeiras, num discurso para os colegas na Câmara, afirmou que o poder público local tomar atitudes para que empresas vilhenenses que vendem no município paguem os impostos no destino das mercadorias, não na cidade-sede da matriz. 

O vereador Valdecir Atílio, o Kiko (PP), afirmou aos colegas, na sessão do dia 13 de abril, que existem algumas empresas que vendem em Cerejeiras, mas que, na hora de emitir a nota fiscal, o imposto acaba sendo recolhido como se a venda fosse feita em solo vilhenense. “Por isso o imposto fica em Vilhena e não aqui”, disse o vereador na ocasião.

Para resolver o caso, Kiko afirmou aos colegas da Câmara que a solução seria exigir que as empresas de Vilhena que se instalam no município de Cerejeiras paguem seus impostos na cidade. “As empresas não poderiam instalar representações comerciais aqui, mas sedes administrativas, em que se pode emitir uma nota fiscal com impostos”.

A fala do vereador, noticiada por este site, despertou reações em Vilhena, já que a proposta do edil caiu nos ouvidos da na opinião pública. Kiko chegou a conversar com um conhecido locutor de rádio de Vilhena para justificar (e não desmentir) o que disse na tribuna da Câmara cerejeirense.

Na última sexta-feira, 24, o vereador disse ao FOLHA DO SUL ON LINE que não quis causar polêmica e nem provocar uma “guerra fiscal” entre Cerejeiras e Vilhena. “Não tenho nada contra o município vilhenense. Só acho injusto que Vilhena receba um imposto de uma venda que é feita em Cerejeiras”, afirma.

 

E o Hospital Regional de Vilhena?

 

Uma das questões levantadas por cidadãos e comunicadores de Vilhena para refutar a fala do vereador é sobre o Hospital Regional de Vilhena, que atende pacientes de todos os municípios do interior do Cone Sul, especialmente de Cerejeiras.

Segundo afirmam alguns vilhenenses, seria injusto também que moradores de Cerejeiras se beneficiem de um serviço público de Saúde prestado pelo município.

A respeito dessa questão, o vereador cerejeirense é taxativo. “O Hospital Regional de Vilhena é regional, conforme até mesmo o nome diz. Ele recebe verbas pelo número de pacientes que atende. A UTI do hospital de Vilhena é mantida pelo governo estadual, não pela prefeitura de lá”, explica Kiko.

Ainda sobre o assunto, o vereador afirma também que, da mesma forma que cidadãos de Cerejeiras vão a Vilhena em busca de alguns serviços públicos, também vão para consumir. “Vilhena recebe todo dia gente de Cerejeiras, que vai lá em busca de um serviço ou um produto oferecidos pelo município ou por empresas. Então, o povo cerejeirense também dá lucro para Vilhena”, encerrou.