Entrevistada agora a pouco sobre a operação da PF na Secretaria Municipal de Terras (Semter), Pasta que comandou durantes os quatro primeiros meses da administração do prefeito Zé Rover (PP), a advogada Vera Paixão disse não ter se surpreendido com os indícios de corrupção encontrados no órgão.

Ao deixar a secretaria, em abril, a advogada fez um alerta ao prefeito: vereadores, servidores municipais e empresários da cidade teriam formado um grande esquema para “grilar” terrenos públicos. Vera, aliás, entregou o cargo por pressão de vereadores, cujas atividades ilícitas ela tentou combater.

Em entrevista exclusiva ao www.folhadosulonline.com.br, a causídica revelou ter sofrido ameaças e pressões, além de ser abordada com oferta de propinas para regularizar áreas invadidas. “Cheguei a precisar de segurança para ir pra casa. Só eu sei o que passei naquele cargo”, diz.

Por causa das denúncias que Vera fez enquanto esteve no cargo e após sair da função, há no meio político especulações de que ela teria ajudado a denunciar o esquema, o que motivou a ação da Polícia Federal. A advogada nega: “Só tomei conhecimento da operação da PF através da imprensa. As denúncias que tinha a fazer, apresentei ao prefeito Zé Rover e encaminhei ao Ministério Público”, garante.