Preso sob acusação de receptar mercadorias roubadas por um menor que liderava uma quadrilha que atuava no Cone Sul, o vendedor Gustavo Augusto Gonzaga Neto, de 23 anos, está sofrendo na pele o que parece ser um erro cometido por policiais que atuaram no caso.

O rapaz, que é casado e tem uma filha de menos de dois anos, foi preso em casa e tinha em seu poder um note book que teria sido roubado pelo bando. O equipamento, no entanto, não foi adquirido pelo jovem.

Em visita ao FOLHA DO SUL ON LINE, na manhã de hoje, Gustavo disse que, tanto ele quanto a esposa, que é professora, passaram por toda sorte de constrangimentos em razão de sua fotografia ter sido divulgada como envolvido nos crimes. Esta página eletrônica foi uma das que, com base no Boletim de Ocorrência, veiculou a imagem do rapaz.

Segundo o vendedor, ele pegou o equipamento a pedido de um primo, que teria sido procurado pelo menor líder do grupo criminoso. O marginal teria oferecido o computador, mas como o possível comprador não entendia de informática, procurou Gustavo, para que ele conferisse a configuração do produto.

Gonzaga levou a máquina para casa apenas para testá-la, mas como não havia cabos, ele ligou para o suposto dono. Em nenhum momento, garante, desconfiou que o note book pudesse ser produto de crime. Com sua ligação provavelmente rastreada, ele foi localizado e preso. Ao explicar sua participação no caso, foi liberado no mesmo dia. Ficaram, porém, as marcas do engano. “Jamais me envolvi em qualquer crime, mas mesmo assim, sinto que me olham diferente. Vivo da minha imagem e, por isso, decidi fazer esse esclarecimento ao público vilhenense”, explica.