Vítimas tentaram reverter os pagamentos junto aos bancos, mas já era tarde
 
Na tarde de ontem, uma mulher de 39 anos, moradora do bairro Solar de Vilhena, acionou a Polícia Militar ao perceber que havia caído em um golpe e perdido R$ 5.500,00 tentando comprar uma motoneta Honda Biz anunciada no Facebook.
 
A “malandragem” é antiga e já foi explicada pelo FOLHA DO SUL ON LINE, mas continua fazendo vítimas na cidade. As pessoas que caem na conversa dos estelionatários geralmente se impressionam com os preços (abaixo dos praticados no mercado) dos bens anunciados, sendo veículos e até imóveis (VEJA AQUI um desses episódios).
 
No caso de ontem, a mulher interessada na “Bizinha” entrou em contato com a pessoa que tinha publicado o anúncio na rede social e, após acertar o valor (R$ 5,5 mil), ficou esperando a pessoa aparecer com a motoneta para que ela fosse avaliada.
 
Quando o rapaz de 24 anos, que segundo a vendedora seria seu primo, chegou com a moto, a compradora deu uma olhada, verificando o estado de conservação e funcionamento do veículo. Após isso, ela fez um pix de R$ 1.500,00 para a anunciante com quem havia negociado, e que se apresentava como “Maria”.
 
Depois de transferir, também por pix, os R$ 4 mil restantes, a compradora entrou em contato com o mesmo rapaz que havia levado a moto até a casa dela. Ele explicou que, naquele mesmo dia, tinha anunciado o veículo, que está registrado em nome de sua esposa, e que uma pessoa se identificando como “Maria” teria demonstrado interesse na compra.
 
Essa golpista o orientou a levar a moto até o endereço de “uma funcionária” e, se ela gostasse, era só ele fornecer a chave-pix para receber o valor combinado. A vítima realmente fez a transferência, mas o verdadeiro dono da moto esclareceu que o comprovante estava em nome da golpista, e não dele.
 
E foi nesse momento que os dois envolvidos no negócio constataram a picaretagem, acionando a polícia. Também tentaram reverter os pagamentos junto aos bancos, mas já era tarde. Outro detalhe é que a Biz foi transferida digitalmente para a compradora, mas depois se verificou que era uma transação eletrônica “fake”.
 
Após coletados dados e constatado o estelionato, foi realizado o registro de ocorrência pelo dispositivo móvel da PMRO, que servirá para embasar uma eventual ação na justiça.