A diretoria do VEC obviamente não admite, mas a verdade é que a ambição do time não é vencer o Palmeiras, seu adversário de estréia na Copa do Brasil. O jogo está marcado para o dia 12 de março no estádio Portal da Amazônia.
Mais que uma partida de futebol, o confronto significa “um grande negócio” para o Lobo do Cerrado. Isso porque, se pelo menos conseguir evitar a eliminação, o time embolsa, correndo tudo como o previsto, mais de R$ 700 mil. Descontados os gastos e impostos, mesmo assim montante seria de mais de R$ 600 mil. Isso sem mencionar outras fontes de receita, como direitos de transmissão e publicidades.
Pela regra da Copa do Brasil, quando a equipe mandante perde por apenas um gol de diferença, é realizada a segunda partida. Assim, o visitante, no caso o Palmeiras, não recebe nada, mas tem o direito de embolsar sozinho a renda do segundo confronto, que será no Pacaembu (SP).
De acordo com as projeções do VEC, serão comercializados três lotes de dois mil ingressos cada. No primeiro, cada bilhete custará R$ 50; no segundo, o preço é R$ 60 e, no terceiro, R$ 80. Já no dia do jogo, cada entrada será vendida a R$ 100.
A folha salarial do VEC é de R$ 100 e, durante os próximos cinco meses, disputando três competições (a própria Copa do Brasil, a Copa Verde e o Estadual), o clube gastará cerca de R$ 500 mil, portanto. Ou seja, num único jogo, se conseguir evitar a derrota por dois gols, o escrete local passa a o resto do ano sem precisar mendigar ajuda para manter seu plantel em atividade.