Altamente influenciado pela família Gurgacz, que detém uma espécie de monopólio sobre o transporte intermunicipal de passageiros no Estado, o Departamento de Estradas de Rodagem de Rondônia (DER/RO) enviou ofício para todas as Prefeituras pedindo providências para coibir a atuação de taxistas. A sugestão é para que os carros de praças deixem de circular entre as cidades, uma forma velada de manter o privilégio da Eucatur.
O FOLHA DO SUL ON LINE teve acesso ao documento, assinado pelo diretor geral do DER, Lúcio Mosquini e o gerente de transporte do órgão, Waldemar Coelho. Em suas justificativas para que os municípios arrochem na fiscalização dos taxistas, os dois ainda insinuam que a categoria sonega impostos.
O site conversou com Maurício Olindino Santana, que é presidente da Federação dos Taxistas de Rondônia (Fetaron), e que demonstrou preocupação com iniciativa do DER. Segundo ele, a classe está disposta a recolher todos os tributos devidos para exercer a atividade. A profissão, no entanto, só será regulamentada através de um decreto do governador Confúcio disciplinando as regras sancionadas em 2010 pelo então governador João Cahulla (PPS).
Existem, atualmente, segundo a Fetaron, 2.666 taxis cadastrados em Rondônia, mas apenas 972 fazem o transporte intermunicipal de passageiros. A entidade considera que este trabalho, exercido há quase 20 anos, é legítimo e não deve sofrer restrições, pois beneficia diretamente a população.
Maurício, que esteve na redação acompanhado de José Félix Floretino, o Zelão, um dos mais antigos taxistas de Vilhena, diz que o ofício enviado à Prefeitura de Vilhena não deve alterar a rotina dos profissionais do volante. “Nós estamos dispostos a negociar, mas não abrimos mão do nosso direito de também transportarmos passageiros e com isso, melhorar o serviço oferecido”, avisa.
Autor:
Da redação
Fonte:
FS
Publicado em 22 de Novembro de 2012, às 11:25