Além da superlotação, outro grave problema da Casa de Detenção de Vilhena é a falta de agentes penitenciários em número suficiente. A cada turno de trabalho, existem apenas seis de plantão, isto é, 1 agente para cada 50 presos.

Eles não trabalham armados, à exceção dos dias de visita (FOTO), e não tem apoio da Polícia Militar, mesmo durante a visitação, quando cerca de 70 parentes ou amigos dos presos circulam pela cadeia .

Segundo o especialista em segurança carcerária Gabriel Tomasete, ex-secretário-adjunto da SEJUS, a falta de agentes representa riscos múltiplos: “Para os próprios agentes pois, em caso de um levante, se a cadeia “bater”, eles podem ser trucidados antes de pedir socorro. Segundo, para os própiros presos, porque se um grupo agredir um inimigo, este vai morrer antes de dar o primeiro grito, e para a própria socieade, pelo risco de uma rebelião sair do controle”.

Especialista em Gestão Penitenciária pelo Conselho Britânico, através do King´s College de Londres, que mantém uma parceria com o Ministério da Justiça, Gabriel lembra que pelo menos há três anos existe um projeto de construção para uma nova cadeia em Vilhena.