Os problemas envolvendo vôos da empresa aérea Trip estão causando transtornos a gente de todas as classes sociais em Vilhena. Na terça-feira, dia em que o Ministério Público teve que levar a polícia ao aeroporto para embarcar uma criança doente, pelo menos dez pessoas deixaram de viajar. A alegação da empresa é que, como os vôos do dia anterior não haviam descido na cidade, houve dificuldades para acomodar todos os que aguardavam no saguão. Passageiros que eram de outras cidades foram acomodados em hotéis, pagos pela própria Trip, enquanto os de Vilhena tiveram que ir para casa e aguardar contato da companhia.

Entre as pessoas que, mesmo com bilhetes em mãos, não conseguiram embarcar, estava a ex primeira-dama de Vilhena, Lourdes Batista. Entrevistada pelo FOLHA DO SUL ON LINE no aeroporto, ela disse que, por não ter conseguido embarcar, perderia a conexão que deveria fazer em Guarulhos (SP), para Salvador (BA). Lourdes havia comprado um pacote turístico há quatro meses e, com o cancelamento, perdeu também a reserva do hotel.

O caso da ex primeira-dama dá a exata dimensão da bagunça administrativa em que se transformou a atuação da Trip na cidade. Ao chegar ao aeroporto, Lourdes foi avisada de que deveria voltar à cidade para confirmar seus bilhetes. Fez o que foi sugerido, mas ao retornar para o check-in, descobriu que a atendente que opera no aeroporto havia vendido seus bilhetes. Resultado: irritação e prejuízos, sem direito ao descanso programado.