Menina que nasceu prematura recebeu o nome de “Luna”
Desafiando a lógica segundo a qual a maior parte dos pacientes de Covid-19 que são intubados acaba não sobrevivendo à doença ou ao procedimento, um homem e duas mulheres, todos contaminados pelo novo Coronavírus, que estavam respirando com ajuda mecânica no Hospital Regional de Vilhena foram “desligados” do ventilador neste sábado, 05.
Um desses doentes é Francisco José de Paula, 39 anos, morador do bairro Jardim Acácia, que voltou para casa após 12 dias de internação. Ele precisou ser intubado após seu quadro se agravar, mas reagiu bem ao tratamento e, após 5 dias, saiu da UTI.
Outra paciente, de 24 anos, também saiu do tubo, mas continuará na UTI, se recuperando. Ela é moradora do bairro do Setor 19, e ficou intubada por 6 dias, mas já está em leito clínico e receberá alta amanhã.
Porém, o caso mais emocionante é o da gestante Jaqueline Azevedo de Arruda, de 26 anos, moradora do bairro Bodanese e funcionária do frigorífico JBS, em Vilhena. Ela teve bebê, uma menina que nasceu prematura, com 35 semanas e, no dia seguinte, precisou ser intubada.
A garotinha, que recebeu o nome de Luna, foi mantida na incubadora do próprio Hospital Regional até que ganhasse peso e ficasse fora de risco. Ela foi levada hoje e, na saída da “UTI Covid”, recepcionou a mulher que a trouxe ao mundo e passou mais de 20 dias lutando pela própria vida.
E a luta da jovem mãe foi mesmo dura: após 12 dias intubada, Jaqueline foi retirada da ventilação mecânica, mas dois dias depois, o procedimento precisou ser repetido. Após sair novamente da intubação, ela foi submetida a uma traqueostomia, mas venceu todas as lutas para rever a filha.
O marido de Jaqueline, o construtor Ângelo, fez fotos do reencontro entre mãe e filha, e algumas das imagens foram enviadas ao FOLHA DO SUL ON LINE por uma prima dela.
EXTUBAÇÃO
Esse é o nome que os médicos usam para o procedimento de retirada dos pacientes da ventilação mecânica. A sedação dos doentes é retirada e, estando eles estáveis, o tubo também é extraído. Após esse processo, os “extubados” passam a respirar sem a ajuda de aparelhos.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 05 de Junho de 2021, às 17:04