Nos bastidores de grandes atrações, como rodeios, exposições de bezerras para julgamento e concursos leiteiros da maior festa agropecuária do Cone Sul do Estado, há pessoas responsáveis pelo cuidado dos animais que permanecem em baias até o momento de aparecerem e ficarem, ou não, famosos.

Dormindo no próprio parque, em barracas, o tratador de animais Luiz Carlos de Matos Martins realiza esse trabalho há 3 anos e não reclama. Vindo do Mato Grosso do Sul com a família, o jovem de 18 anos cuida de carneiros e ovelhas expostos para venda. “Existem alguns curiosos, que perguntam sobre os animais. Mas, no geral, só cuidamos para que não haja maus tratos mais à noite, quando poucas pessoas ainda permanecem pelo parque, já alteradas pelo álcool”, revela sobre a ocupação.

Já Gabriel Josef Kompier e Juliano Giordani Poletto revelam mais motivos para que haja sempre alguém observando os bichos: “Cuidamos para que não haja ‘avacalhação’ com os animais. Às vezes, quando um competidor está perdendo, ele pode querer vir e dar algo para os animais que atrapalhe a produção de leite”.