A “operação de guerra” montada pela Força Nacional de Segurança para transferir presos da Casa de Detemção de Vilhena para a Penitenciária de Seguança Máxima de Mossoró (RN) na manhã de hoje quase foi por água abaixo. Na noite de ontem, a mãe do preso Fagner de Souza Cândido bateu às portas da cadeia com a cópia de um documento oficial no qual constava o nome de seu filho como sendo um dos transferidos, além dos outros 21 escolhidos pela Justiça para passar pelo menos um ano em Mossoró. Caso ela conseguisse se comunicar com o filho, ele e os outros que foram transferidos teriam “levantado a cadeia”, como se diz na gíria do meio, ou seja, liderado uma rebelião.

Uma fonte da FOLHA de dentro da administração do presídio garantiu, na presença de um fotógrafo da imprensa local: “Se um traficante desses que estão aí, poderoso, com dinheiro, fica sabendo, ele manda a turma dele vir buscá-lo. E eles vem mesmo! Nosso efetivo é reduzido, as armas são obsoletas e mais uma coisa: podia ter acontecido uma rebelião, porque muitos tem celular aí dentro”.  

Veja na edição impressa da FOLHA a lista com o nome completo de todos os 22 presos transferidos para Mossoró.