O técnico Ivair Cenci, que levou o Vilhena Esporte Clube (Vec) ao bicampeonato em 2009, viajou ontem para o Paraná, onde atuará no Beleti Esporte Clube, de Cascavel, sem ter recebido o “bicho” (prêmio por vitória, cujo valor ele não revelou) a que teria direito pela conquista do campeonato rondoniense de futebol. “Espero que me paguem em 2010, quando o Vec participa da Copa do Brasil”, disse.
Mas a falta de pagamento do “extra” da final não é um fato isolado nesta temporada do Lobo do Cerrado. Desde o início do Estadual, encerrado sábado, 30, com a vitória de 4x1 do Vec sobre o Genus, Ivair diz que foi preciso “muita oração” para suportar os perrengues. E resistiu até o fim, mesmo depois de ter o salário diminuído em 40% do valor ajustado inicialmente. “Aguentei o tranco em meio à crise financeira vivida pelo Vec porque acredito que é preciso ‘pôr o coração’ em todo projeto da gente”.
Cenci não enfrentou apenas a falta de recursos para manter o time campeão. “Não havia estrutura. Fiz às vezes de psicólogo e pai. Cheguei a aplicar injeções nos atletas. Fui, além de técnico, o preparador físico. Nossa equipe não tinha médico fixo”.
Na opinião de Ivair, a diretoria do time fez o que pôde, “mas é preciso profissionalizar”. A saída, segundo ele, é que nos anos vindouros a diretoria do Vilhena Esporte Clube seja composta de mais membros e pessoas comprometidas.