Morador numa casa humilde (FOTO PRINCIPAL), ainda em construção na rua Pará (Setor 19), Élcio Ramos Flores (FOTO NO DETALHE), 24 anos, trabalhava havia cerca de oito meses como taxista. O carro que dirigia não era dele. Ganhava apenas uma porcentagem do que faturava.
Casado há pouco mais de um ano com Josely, de 23 anos, tinha um filho de três meses: Ruan Mateus. O taxista nasceu em Cerejeiras (RO) e morava desde criança no bairro Cristo Rei, em Vilhena. Era o quinto de sete irmãos.
A família perdeu há apenas cinco dias o patriarca – José Francisco Cândido – vítima de enfarto. “Ainda não nos conformamos com a morte do nosso pai, que foi supultado na segunda-feira, e agora perdemos ele [Élcio]”, contou o irmão do taxista, Adilson.
Na casa em que o corpo era velado na noite desta sexta-feira, no bairro Cristo Rei, a mesma em que o jovem cresceu, ouvia-se ao longe as palavras “Eu quero justiça!”, exclamada, aos prantos, por Tereza Ramos Flores, mãe da vítima.
A reportagem do www.folhadosulonline.com.br esteve na rua em que o taxista morava com esposa e o filho. Logo adiante da casa dele, num mercado, o comentário corrente era de que se tratava de um “rapaz muito trabalhador”. Durante a Expovil, ele fez muitas corridas, até de madrugada, para ganhar um pouco mais e terminar logo a construção da casa.
Uma vizinha, que preferiu não se identificar, disse que viu o taxista de manhã, pouco antes dele sair para o trabalho. “Era um tipo de gente que não dava trabalho pra ninguém. Só sabia trabalhar e cuidar de sua família. Era nosso amigo. Morreu trabalhando o coitado”.