Neste dia de Finados, um profissional do volante, que conhece a realidade das estradas da região, diz uma coisa no mínimo lamentável. Um motorista de taxi da cidade de Vilhena afirma que, quando vê alguém acidentado na margem da estrada, não perde a oportunidade de furtar o que a pessoa tem.
“Limpo tudo. Pego joias, dinheiro na carteira, relógio, celular”, afirma o taxista. E justifica: “Se eu não fizer isso, outro acaba fazendo”.
O respeito pelos mortos remonta ao surgimento da humanidade. Uma pessoa morta está em sua mais humilhante situação. Ouvir de um rondoniense uma afirmação dessas é, para não fazer muito julgamento moral, um retrocesso mental.
Uma coisa fica clara aqui: esta matéria não está fazendo acusações aos taxistas. A grande maioria deles são pessoas dignas e que exercem a profissão quase como um sacerdócio. O taxista que afirmou essas palavras estava dirigindo no trecho entre Colorado e Vilhena (taxi este em que este repórter estava) e fez o comentário quando viu um acidente pela janela.
A foto que ilustra esta reportagem foi tirada por um amigo deste repórter. O fotógrafo Vagner Câmara, quando a caminho do trabalho na semana passada, em Porto Velho, deparou com um acidente na frente do carro. A única coisa que fez foi tirar uma foto. Se fosse o taxista desta reportagem, não perderia a chance de encher a mochila.
Autor:
Rildo Costa
Fonte:
Da redação
Publicado em 02 de Novembro de 2012, às 11:50