O instrutor de trânsito Joás Gonçalves Cirilo pretende procurar a justiça para resolver um problema que parece surreal. Com o carro estragado e desmontando na concessionária Ford na cidade, ele não consegue obter autorização da seguradora para consertar o veículo, modelo Fiesta. Uma das alegações da companhia de seguros HDI é, segundo Gonçalves, que ele não seria habilitado e, portanto, não poderia estar dirigindo o automóvel no momento em que ele sofreu o sinistro.
E o acidente que está na raiz de todo o problema não poderia ser mais inusitado: o pára-choque dianteiro, o ar condicionado e algumas peças do motor, ficaram inutilizadas quando Joás atropelou um tamanduá bandeira, que cruzou a BR 364, nas proximidades do posto Pedro Neca, no Mato Grosso. O vilhenense seguia para a cidade de Cáceres (MT), para onde estaria levando o cunhado, o empresário Ademilson de Gouveia, o Nino da Funerária (FOTO), que ali faria exames médicos.
O veículo conseguiu chegar rodando em Vilhena, mas com muita dificuldade. No dia seguinte, foi levado para os reparos e a corretora Bataglia, onde foi contratado o seguro, enviou um perito, que teria constatado e autorizado o serviço.
Quando o conserto já estava para começar a ser feito, após as peças serem pedidas em São Paulo, a HDI mandou o perito voltar à cidade e desautorizar os reparos. Desde então, Nino e o cunhado tentam falar com a seguradora, para saber o que houve. Tanto em Vilhena quanto em Porto Velho, onde a companhia tem sucursal, a resposta é a mesma: “Estamos aguardando uma carta explicando o que houve”, disse a atendente em telefonema dado da própria redação deste site.
Joás e Nino dizem que vão aguardar a chegada da correspondência e, após isso, ingressarão com uma ação na justiça, pedindo indenização. “O carro era para levar crianças na escola e para serviços do dia a dia”, diz Nino, lembrando que os únicos veículos de que dispõe agora são os “rabecões funerários”.