Depois de registrarem roubos, furtos e tumultos neste mês durante as reuniões de jovens marcadas pela internet em shoppings centers da capital e da Grande São Paulo, os centros comerciais decidiram monitorar as redes sociais na web e reforçar a segurança contra possíveis transtornos.
Os “rolezinhos”, como são chamados esses encontros que reúnem adolescentes fãs de funk, estão obrigando os responsáveis pelos empreendimentos a contratarem segurança particular e pedirem ajuda a Polícia Militar. A informação foi dada nesta terça-feira (17) pelo Bom Dia Brasil.
Nos dias 7 e 14 de dezembro, dois “rolês” causaram confusão, respectivamente, nos Shopping Metrô Itaquera, na Zona Leste da capital, e no Internacional Shopping de Guarulhos, na região metropolitana. Nos dois locais, lojistas abaixaram as portas e consumidores se assustaram.
“Eu vi muitos jovens se acumulando, um grupo muito jovem, eles não estavam em fila, não estavam comprando nada, até falei para a mãe do meu filho, tem alguma coisa muito estranha”, disse um cliente do Shopping Internacional Guarulhos sobre o que ocorreu no último sábado. Ele disse que ficou com medo e aceitou falar com a reportagem sem se identificar.
Avisada com antecedência do encontro, a Polícia Militar foi ao local e prendeu 23 pessoas, inclusive um dos organizadores do evento, um funkeiro. Ele e os demais foram detidos por suspeita de furto e incitação ao crime. Após ser liberado, o ogranizador postou nas redes sociais que os convidados só queriam se divertir.
Por meio de nota, a Polícia Militar informou que pela internet identificou três responsáveis pela convocação e também sabia do horário do encontro do dia 14. De acordo com a corporação, quando o grupo de jovens se reuniu dentro do Internacional Shopping Guarulhos começaram os furtos.
No sábado retrasado, 6 mil jovens confirmaram presença na internet no primeiro “rolezinho” que o ocorreu no Shopping Metrô Itaquera. Lá também teve tumulto. A PM informou que uma loja foi saqueada e pessoas foram roubadas.
Os shoppins passaram a acompanhar as trocas de mensagens no Facebook após esse primeiro encontro, do dia 7. Os estabelecimentos comerciais que eram citados pelos organizadores contrataram mais seguranças no fim de semana e pediram ajuda da PM.