A morte do corretor de imóveis Duílio Lourenço Duarte, 59, executado na noite de ontem, com quatro tiros de pistola calibre 380, pode estar ligada à disputa de terras na cidade. A hipótese foi levantada por um colega da vítima, que revelou que Duarte teve uma propriedade de cercade 2 mil hectares invadida recentemente.
Logo após o homicídio, o autor do crime, Vanildo de Souza Santos, um jovem de apenas 22 anos, assumiu ter feito os disparos e revelou o motivo da violência: Duílio teria lhe agredido com tapas no rosto porque teria sido cobrado. Conforme o rapaz, a vítima lhe devia R$ 50, dados em empréstimo.
Já um policial revelou que, por trás da morte estaria o suposto envolvimento do corretor com a mulher de um detento que cumpre pena no presídio de Vilhena. Vanildo, que foi libertado do estabelecimento prisional há 20 dias, teria sido incumbido de vingar a suposta traição.
Já o colega de profissão de Duílio, que não quis ter seu nome divulgado, disse que, na semana passada, ele teria batido boca comum grupo de sem-terra que havia invadido sua propriedade, que fica nas proximidades da localidade conhecida como “Veado Preto”, distante aproximadamente 30 km de Vilhena.
“Ele teve a mesma área invadida por duas vezes, mas conseguiu a reintegração de posse na justiça. Acontece que, dois meses atrás, o grupo de sem-terra voltou a entrar na área e o Duarte foi lá. Pelo que eu soube ele discutiu com os invasores”, revelou o corretor.
A polícia não divulga detalhes sobre a investigação do caso, mas deve ouvir lideranças dos grileiros que estão na fazenda da vítima. O eventual crime de pistolagem em razão da disputa pela área, portanto, passa a ser considerado motivo para a execução que chocou a cidade.