O senador Ivo Cassol (PP) será julgado hoje pelo Supremo Tribunal Federal (STF), junto com várias outras pessoas, acusado de fraudar licitações de obras entre 1999 e 2001, quando era prefeito da cidade de Rolim de Moura. A denúncia contra Cassol o aponta como líder de um esquema que visava favorecer empresas que executavam as obras em sua gestão.
Entre os apontados como beneficiário das supostas fraudes está o empresário vilhenense Josué Cristóstomo, o Jô, dono da empreiteira Construtel. Ele admitiu, em conversa com o FOLHA DO SUL ON LINE, ter executado vários serviços na gestão do então prefeito Cassol, que é seu concunhado. “Mas todas as obras foram executadas e a preços de mercado”, ressalva.
Jô garante que o parentesco não o impede de participar de licitações nas administrações de Cassol. Tanto que a justiça o autorizou a construir a sede do Tribunal de Contas do Estado em Vilhena. “Mas eu acabei desistindo de tanto aborrecimento”, revela.
Mas, quanto ao julgamento de hoje, que pode tirar o senador da vida pública, Jô diz estar confiante: “Não vão encontrar nenhuma irregularidade, pois, como eu disse: as obras foram feitas, dentro do preço e não houve esquema nenhum”.
Autor:
Da redação
Fonte:
FS
Publicado em 07 de Agosto de 2013, às 11:07