Wilmar Antônio Testoni Filho, sobrinho do prefeito do município de Ouro Preto do Oeste, Alex Testoni, está foragido desde que a justiça decretou sua prisão. Informações extra-oficiais são de que Wilmar está escondido na Itália, onde a família Testoni tem parentes. Se depender do Tribunal de Justiça de Rondônia, o acusado será preso tão logo seja localizado pelas autoridades policiais.

O TJ voltou a negar mais um pedido de habeas corpus – o segundo – apresentado pelos advogados de Wilmar Antônio Testoni Filho contra a decisão do Juízo de Direito da 1ª Vara  Criminal de Ouro Preto do Oeste, que mandou prendê-lo por roubo.

 

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ROUBO – O delegado de Polícia Civil de Ouro Preto do Oeste pediu pediu a prisão preventiva de Wilmar Testoni alegando fortes indícios de que teria participado de um roubo contra a vítima Antonio D. Costa, sendo necessária sua segregação para que não fosse prejudicada a instrução criminal, aplicação da lei penal e garantia da ordem pública, pois teria praticado outros delitos da mesma natureza.

O juízo, por sua vez, acatou a representação e decretou sua prisão preventiva, bem como determinou a realização de busca e apreensão em sua residência.

Foragido, Wilmar disse, por meio de seus advogados, que tomou conhecimento do mandado de prisão conta ele expedido após sua residência ter sido arrombada por policiais, “optando por permanecer ausente até que seja julgado seu pedido de habeas corpus, vistos que não participou do fato que lhe é imputado, nem de outros da mesma natureza, não existindo sequer outros inquéritos contra a sua pessoa”.

Mesmo foragido, Wilmar Testoni mandou avisar à justiça “que jamais deixará de comparecer a qualquer ato processual. Prova é que respondeu a outro processo e permanece residindo na cidade, onde sempre residiu, conforme as declarações que abonam sua conduta e sua índole, além de que auxilia seu pai nos negócios da família”.

Em informações prestadas ao Tribunal de Justiça, o Juízo Criminal noticiou fortes indícios contra Wilmar Testoni, consistentes em ligações feitas por esse para o celular do co-réu Saulo Bueno, preso em flagrante com parte dos objetos roubados, o qual por orientação dos policiais, passou uma contra-informação de que estaria no banheiro da rodoviária aguardando os co-réus, sendo ambos encontrados na rodoviária pelos policiais, porém desculparam-se com evasivas de que estavam ali para “tomar um lanche”.

De acordo com o juízo, Wilmar Testoni empreendeu fuga, não porque sua residência foi invadida pelos policiais, mas porque sua versão não foi acatada pela polícia.

De acordo com o juiz convocado Valdecir Castelar Citon, relator do pedido de habeas corpus no TJ, “embora em julgamento de  habeas corpus não se analise provas, as que foram juntadas ao processo  anunciam fortes indícios da participação do acusado  no delito de roubo perpetrado contra a vítima Antonio D. Costa, especialmente os registros de ligações feitas do aparelho celular do paciente (Wilmar)  para o celular de Saulo Bueno, evidenciando o apoio ao comparsa Saulo no momento da fuga e em ocasião que sequer sabia que aquele já havia sido detido pela polícia”.

Ademais, segundo o magistrado, Wilmar Testoni, “ após ser ouvido na delegacia, percebendo que sua versão de que estava na rodoviária para ‘tomar um lanche’ era inconsistente, evadiu-se do distrito da culpa, e, como afirmado na inicial, condiciona sua apresentação à finalização deste mandamus, evidentemente se concedida a ordem. Sua relutância em apresentar-se para responder ao processo caracteriza fuga do distrito da culpa e demonstra a necessidade patente em ser mantido o decreto de prisão preventiva a fim de garantir a aplicação da lei penal”.