Os policiais do BPTAR foram à casa de Fabrício justamente cumprir o mandado de prisão contra ele
 
Um confronto entre equipes do Batalhão de Patrulhamento Tático de Ação e Reação (BPTAR) e o policial penal Fabrício Borges Mendes, registrado ontem no município de Machadinho do Oeste, terminou em morte e levou o sindicato que representa a categoria a emitir uma nota cobrando esclarecimentos
 
O Sindicato dos Policiais Penais e Agentes de Segurança Socioeducativos do Estado de Rondônia (SINGEPERON), apontou uma “coincidência” no episódio: a morte do policial penal de 43 anos aconteceu poucos minutos após a divulgação de sua condenação em julgamento relacionado a um fato ocorrido cerca de 12 anos atrás.
 
Os policiais do BPTAR foram à casa de Fabrício justamente cumprir o mandado de prisão contra ele, sentenciado pela execução do policial militar Francisco Garcia Galvão, que tinha 39 anos, quando foi morto a tiros na região central de Porto Velho.
 
O sindicato anotou em sua manifestação: “a decisão judicial que resultou na condenação foi registrada às 17h10. No entanto, às 17h47, aproximadamente 37 minutos após a sentença, Fabrício Borges Mendes foi morto a tiros durante uma ação policial em sua residência”.
 
“Na noite de quinta-feira, o policial seguia em um Montana dando apoio ao dono do mercado que levava o dinheiro, quando teria percebido que os dois irmãos seguiam os veículos e estavam armados. O PM teria ameaçado atirar, mas foi surpreendido com um tiro efetuado por Fabrício e caiu. No chão, o outro agente efetuou mais disparos, matando Francisco Garcia. Os criminosos ainda fugiram, mas acabaram presos”, relatou na época do homicídio o site Alerta Rolim.
 
MORTE EM VILHENA
Já André Borges Mendes, que tinha 36 anos na época, foi morto em uma conveniência, em Vilhena, atingido por disparos feitos por um adolescente no ano de 2020. Outros dois envolvidos no crime foram identificados e levados a julgamento, sendo ambos condenados pelo júri popular em 2022 (CLIQUE AQUI e releia várias reportagens publicadas sobre o caso PELO FOLHA DO SUL).