Assim como outros presos provisórios, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Vilhena e Chupinguaia, Udo Wahlbrink, foi transferido da Cadeia Pública local para o presídio de segurança máxima que será inaugurado na cidade esta semana.
Detido por estar portando uma arma sem registro e acusado de incitar invasões de terras na região, o sindicalista disputou a última eleição como candidato a vereador pelo PT e fez 250 votos. Daqui a uma semana completa oito meses atrás das grades.
Mesmo advogados tarimbados não conseguem explicar os motivos de o líder sindical permanecer encarcerado por tanto tempo sem ser julgado. Há três hipóteses legais que permitiriam esta situação. Primeira: Udo poderia coagir testemunhas do processo que responde; segunda: clamor social por suas ações supostamente violentas contra fazendeiros; terceira: risco de fuga.
Em sua defesa, Wahlbrink alega que só usava arma no dia em que foi preso porque estava recebendo ameaças de morte. Suas ações não provocam nenhum tipo de clamor e, por fim, ele tem endereço certo e função conhecida. Também não se tem conhecimento de atos violentos do petista;
Difícil, pois, entender as razões da justiça para manter o sindicalista atrás das grandes por tanto tempo. Que tipo de ameaça, afinal, este homem representa?
Autor:
Da redação
Fonte:
FS
Publicado em 29 de Outubro de 2012, às 10:37