O sindicalista Udo Wahlbrink comentou a decisão da titular da 2ª Vara Criminal de Vilhena, Liliane Pegoraro Bilharva, que o condenou por envolvimento na invasão da fazenda Dois Pinguins, em Chupinguaia, no ano passado. Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Vilhena e Chupinguaia, Udo foi sentenciado a 10 anos e seis meses em regime fechado, mais 2 anos e 10 meses em albergue.
Ao comentar a decisão, Udo foi enfático: “Eu já esperava essa decisão. A juíza tinha mesmo que me condenar, para justificar a prisão arbitrária, determinada contra mim, sem qualquer prova que me incriminasse”, disse por telefone ao FOLHA DO SUL ON LINE.
Wahlbrink revelou que teve seus telefones grampeados por seis meses, sem que nenhum diálogo comprometedor fosse obtido pela polícia. Além do mais, diz, ele garante que não esteve no local do confronto entre sem-terra e funcionários da fazenda invadida, que foram feitos reféns durante o conflito.
O sindicalista disse que seu advogados, já cientes da condenação, pretendem pedir a anulação do processo. “Foram muitas arbitrariedades. Fiquei preso por oito meses sem qualquer prova que me incriminasse”, disparou.
Autor:
Da redação
Fonte:
FS
Publicado em 25 de Abril de 2013, às 10:57