Servidores municipais de Vilhena estão ameaçando acionar a Prefeitura na justiça caso tenham seus nomes incluídos em serviços de proteção ao crédito. A categoria enfrenta a inadimplência em bancos porque as parcelas dos empréstimos consignados que contraiu foram descontadas dos contracheques, mas deixou de ser repassada aos agentes financeiros. Hoje pela manhã, o FOLHA DO SUL ON LINE flagrou um funcionário municipal na Câmara, buscando ajuda junto aos vereadores para resolver o problema.
O site conversou por telefone com Luiz Lacerda, presidente da Associação dos Servidores Municipais de Vilhena (Asmuv), que disse já ter tomado conhecimento da situação, embora nenhuma queixa formal tenha chegado à entidade.  O sindicalista disse que há três meses a prefeitura não faz o repasse referente às contribuições dos servidores, nem quita as requisições de compras da categoria no comércio local.
Casos bancos resolvam incluir os devedores na “lista negra” de devedores por causa das parcelas atrasadas dos empréstimos, o prefeito Zé Rover (PP) pode enfrentar um problema sério. “Isso é apropriação indébita e pode lhe custar o cargo”, alerta um advogado.
Lacerda diz que os maiores atrasos registrados se referem à área de saúde. Além da retenção dos valores referentes a financiamentos bancários, contribuições previdenciárias também não chegam aos cofres das entidades encarregadas de fazerem os recolhimentos. Estima-se que o débito do município com Instituto de Previdência dos servidores tenha chegado aos R$ 2,5 milhões. A Câmara de Vereadores começa a analisar daqui a pouco um pedido do prefeito Zé Rover para que o montante seja parcelado.