Faleceu hoje, por volta das 3:00h, na UTI do Hospital São Mateus, em Cuiabá (MT), a servidora municipal Carmem Glória Roncatto, de 42 anos. Lotada na Secretaria Municipal de Educação de Vilhena, Carmem lutava há 20 anos contra uma doença rara: HPN (Hemoglobina Paroxística Noturna).
De acordo com familiares, por causa do problema, a funcionária pública estava morando em Cuiabá e chegou a ficar internada outras duas vezes na mesma UTI onde veio a falecer.
Casada como o oficial de justiça Lauro Leocádio, encontrado morto em casa, há quase cinco anos, Carmem era mãe de uma adolescente portadora de deficiência visual. Apesar dos problemas, mantinha disposição para enfrentar a doença.
O corpo da vilhenense deve sair da capital mato-grossense ainda hoje e será velado na Capela Mortuária Municipal. Ainda não há previsão para o horário do sepultamento.
VEJA O QUE O FOLHA DO SUL ON LINE PUBLICOU SOBRE CARMEM EM ABRIL DO ANO PASSADO
Vilhenense com doença rara vai à Justiça para receber medicamento
Portadora de HPN (Hemoglobina Paroxística Noturna), doença rara que afeta a proteção dos glóbulos vermelhos, Carmem Glória Roncatto, funcionária pública em Vilhena, de 41 anos, aguarda desde fevereiro deste ano o fornecimento gratuito, por parte da Secretaria de Saúde de Rondônia, do único medicamento capaz de controlar o problema.
Sem tratamento em Rondônia, Carmem convive com os reflexos da doença, como cansaço, indisposição, riscos de trombose permanente, e, pelo menos a cada dois meses, precisa viajar 700 quilômetros até Cuiabá (MT) para controlar o problema.
À espera de uma solução, ela resume a situação: “Mesmo debilitada, pelo menos a cada 60 dias, eu preciso me programar para me deslocar até outro estado (Mato Grosso), de ônibus ou de avião, e ainda arcar com as despesas do transporte, sem contar os dias perdidos de trabalho e o cansaço da viagem”, explica a vilhenense.
Funcionária da Secretaria Municipal de Educação de Vilhena, Carmem disse por telefone ao FOLHA DO SUL ON LINE que está há dois anos “encostada” em virtude da enfermidade. Segundo ela, a Justiça já determinou que o Estado custeie seu tratamento. A sentença judicial saiu em fevereiro, mas até agora a educadora não recebeu o medicamento para combater a doença que a impossibilita de trabalhar.