O jogo entre o Vilhena Esporte Clube (VEC) e o Vila Aurora, de Rondonópolis (MT), que será realizado no domingo à tarde, teria tudo para ser o espetáculo futebolístico mais sem graça da história da cidade. Isso se fosse aplicado o Estatuto do Torcedor, que impõe uma série de limitações à euforia do público.
Em conversa com o www.folhadosulonline.com.br, o supervisor do VEC, Natalzinho Jacob, disse que a diretoria do clube vai tentar (mas não garante) obedecer às regras impostas pelo Estatuto, sancionado na semana passada pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva. Entre as determinações da nova legislação está a proibição de fogos de artifício e bebidas alcoólicas nos estádios. O documento também prevê prisão para quem gritar palavrões na arquibancada.
O problema da nova regra é que, mesmo estando em vigor, ela não tem aplicação prática. Em Vilhena, por exemplo, nem a polícia, que deveria coibir as práticas proibidas aos torcedores, tem conhecimento sobre como agir para garantir o cumprimento da lei. Assim, é provável que neste domingo haja muita gente bebendo enquanto assiste o jogo. Também não será estranho assistir à queima de fogos. A infração mais comum, no entanto, deverá ser de torcedores chamando o juiz e os jogadores de nomes impublicáveis. Mas ninguém acredita que alguém venha a ser preso, como determina no Estatuto do Torcedor.