“Desde o momento de sua chegada à UPA, a paciente foi acolhida com a dedicação e o profissionalismo que caracterizam nosso trabalho”
Em nota conjunta com a Secretaria Municipal de Saúde, enviada nesta quarta-feira, 23, ao FOLHA DO SUL ON LINE, a Santa Casa de Chavantes, responsável pela gestão do Hospital Regional de Vilhena, de UPA e do Instituto do Rim, comenta um episódio recente publicado pelo site.
Este veículo eletrônico noticiou a morte da idosa Maria Alaíde Ferreira. Ela tinha 76 anos e sofreu acidente de carro na zona rural de Vilhena. Após o falecimento da anciã, o filho dela registrou uma queixa na Unisp (RELEMBRE AQUI e CONFIRA ABAIXO, na íntegra), a nota de esclarecimento das duas instituições.
“Em recente publicação na imprensa, a integridade de nossos profissionais de saúde e a qualidade dos serviços prestados foram questionadas, levando a uma percepção equivocada sobre o atendimento oferecido a uma paciente na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no último dia 29. Entendemos e respeitamos o estado emocional pelo qual a família da paciente está passando, mas é fundamental esclarecer os fatos com precisão e transparência.
Desde o momento de sua chegada à UPA, a paciente foi acolhida com a dedicação e o profissionalismo que caracterizam nosso trabalho. A médica responsável, atenta às queixas apresentadas, prontamente solicitou a realização de um exame de Raio X. Este procedimento é crucial para um diagnóstico preciso, permitindo uma avaliação detalhada da condição do paciente.
Os resultados do Raio X revelaram a presença de osteoartrose no ombro, uma condição reumática decorrente do desgaste natural da cartilagem advindos da idade e da alteração de metabolismo de cálcio próprio do paciente renal crônico, além de alterações radiológicas que indicavam ser antigas. Esses achados são significativos, pois a osteoartrose pode causar dor e limitação de movimento, impactando diretamente na qualidade de vida do paciente. No entanto, o exame não evidenciou fraturas recentes devido às dificuldades de análise decorrente das alterações mencionadas, o que, segundo o protocolo médico, não justificava uma intervenção imediata.
Além disso, a paciente recebeu orientações claras para retornar à unidade de saúde caso houvesse qualquer agravamento de seu quadro ou surgimento de novos sintomas. Essa medida assegura um acompanhamento contínuo e a possibilidade de reavaliação, elementos essenciais para a prestação de um atendimento de saúde de qualidade.
Nossa missão é oferecer cuidado, atenção e tratamento de excelência a todos que procuram nossos serviços. Reafirmamos nosso compromisso com a transparência, a ética médica e o respeito aos pacientes e suas famílias. Estamos à disposição para esclarecer quaisquer dúvidas e reiteramos nosso total apoio à paciente e seus familiares neste momento.
A saúde e o bem-estar dos pacientes são nossa maior prioridade, e continuaremos a trabalhar incansavelmente para garantir que todos recebam o melhor atendimento possível.
Diante das discussões recentes e da necessidade de transparência com a comunidade e os envolvidos no tratamento da paciente atendida pelo Hospital Regional e pelo Instituto do Rim, é imperativo acrescentar informações cruciais que esclarecem ainda mais a situação e reforçam o compromisso dos profissionais de saúde com a precisão e a ética médica.
A paciente, cujo caso tem sido objeto de análise detalhada, era portadora de doença renal crônica, uma condição médica séria que impacta significativamente a saúde geral e o bem-estar. É importante destacar que a doença renal crônica tem como uma de suas consequências a redução da imunidade do paciente. Este fator deixa o indivíduo mais suscetível a infecções, uma vez que o sistema imunológico, comprometido pela condição renal, não consegue combater agentes patogênicos com a mesma eficácia que um sistema imunológico saudável.
Neste contexto, a paciente enfrentava um risco aumentado de desenvolver complicações infecciosas, como a pneumonia sobreposta que foi diagnosticada durante seu tratamento. A pneumonia, especialmente em pacientes com doença renal crônica e imunidade comprometida, representa um desafio clínico significativo, exigindo uma abordagem terapêutica cuidadosa e monitoramento constante.
Além disso, é fundamental esclarecer que, após uma revisão meticulosa do atestado de óbito da paciente, não foram encontradas incongruências técnicas relacionadas à causa do óbito. Esta análise foi realizada por profissionais altamente qualificados, que confirmaram a precisão e a adequação das informações registradas, de acordo com os dados clínicos e as condições de saúde da paciente.
As equipes do Hospital Regional e do Instituto do Rim, após diversas reuniões e análises conjuntas, reiteram a conclusão unânime de que não há nexo causal entre a fratura sofrida pela paciente e as causas de seu óbito. Esta conclusão leva em consideração não apenas o quadro de pneumonia, mas também o impacto da doença renal crônica na imunidade da paciente, além de outros fatores de saúde preexistentes.
Reafirmamos nosso compromisso inabalável com a transparência, a ética e a responsabilidade médica. Estamos à disposição para fornecer esclarecimentos adicionais e apoiar os familiares da paciente neste momento difícil, garantindo que todas as dúvidas sejam adequadamente respondidas. A saúde, a segurança e o bem-estar dos pacientes continuam sendo nossa prioridade máxima, e todos os esforços são direcionados para assegurar que recebam o melhor cuidado possível.
A Santa Casa e a SEMUS lamentam profundamente que, apesar dos esforços e das providências tomadas para assegurar o melhor atendimento possível à dona Maria Alaíde, o quadro clínico da paciente, agravado por suas comorbidades, tornou-se instável. Reconhecemos a complexidade das condições de saúde da paciente, que infelizmente não puderam ser completamente sanadas a tempo.
É imprescindível destacar a importância de uma estrutura hospitalar bem delineada e especializada, como a do Hospital Regional de Vilhena (HRV), que é estrategicamente projetada para fornecer um atendimento de referência em situações de urgência e emergência. Esta organização não é aleatória, mas sim o resultado de um planejamento cuidadoso que visa maximizar a eficácia do atendimento médico. A distinção entre os serviços oferecidos pela Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e pelo HRV não é meramente administrativa, mas uma medida que visa garantir que cada paciente receba o nível de cuidado mais adequado à sua condição clínica.
Ao concentrar a triagem inicial, o primeiro atendimento e a estabilização clínica na UPA, o sistema permite que o HRV se dedique a casos que exigem um nível mais complexo de intervenção médica. Esta separação de funções otimiza os recursos de saúde, reduzindo tempos de espera e assegurando que os pacientes tenham acesso ao tratamento especializado de que necessitam, no momento certo. Tal estruturação do atendimento de saúde não apenas melhora a qualidade do cuidado prestado, como também contribui para uma maior eficiência operacional, garantindo que o sistema de saúde possa atender de forma mais eficaz às necessidades da população.
Este momento é de profunda tristeza, e entendemos a dor e o luto pelos quais os familiares e amigos estão passando. Queremos assegurar que todas as ações foram conduzidas com o objetivo de proporcionar o melhor cuidado possível à paciente, dentro das circunstâncias e desafios apresentados.
Reafirmamos nosso compromisso com a transparência, a segurança dos pacientes e profissionais, e a melhoria contínua dos nossos serviços. Estamos à disposição para dialogar e esclarecer quaisquer dúvidas, sempre buscando fortalecer a confiança da comunidade nos serviços de saúde que prestamos.
Neste momento de luto, nossos pensamentos estão com a família e amigos de dona Maria Alaíde, aos quais oferecemos nossas mais sinceras condolências”.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 23 de Outubro de 2024, às 17:17